BV 43 vence REFENO 2013


Em 09/10/13 por Bate Vento

O BV 43 – Aventureiro 2 teve participação de destaque na tradicional regata oceânica Refeno – Recife Fernando de Noronha, promovida pelo Cabanga Iate Clube de Recife, que mais uma vez entusiasmou seus participantes, proporcionou uma boa competição e garantiu uma travessia segura mesmo em condições metrológicas desfavoráveis.

Esse ano os ventos sopraram de sudeste e leste há uma velocidade media de 11 a 13 knots na maior parte do tempo, o que forçou uma velejada em orça para ilha sob o vento fraco. Mais uma vez o resultado de um catamarã da Bate Vento desmistifica o mito de que multiscascos não conseguem ter um bom rendimento contra o vento.

A mastreação e o sistema vélico, o uso das bolinas e a leveza da estrutura do BV 43 demonstram na prática o desempenho que os multicascos podem atingir quando bem projetados.

Hans e Karina, Otávio e Lia, Sérgio Marques, Marina e Felipe (o bebê a bordo) venceram a regata na categoria dos Catamarãs acima de 40 pés com o tempo real de 46:30:39, deixando a grande maioria dos monocascos na esteira além de desfrutarem de excelentes refeições no salão do Aventureiro 2 durante o trajeto.

Parabéns a tripulação! E Bons ventos nas próximas.

Bate Vento


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De Antígua a São Luís


Em 29/09/12 por Glauco Vaz

Que há de mais bonito e excitante no Caribe?

Imagina-se prontamente: lindas ilhas, águas cristalinas, natureza exuberante, hotéis luxuosos, piratas, galeões, rum, lutas e traições. Lembra-se dos furacões, das destruições de cidades inteiras. Do reggae e de Fidel. É isso. Mas descubro que há algo que as companhias de turismo não mencionam. Não são as praias maravilhosas. Não é a música, ou política. Nada relativo à natureza do lugar. Não são os piratas ou galeões. Nem tampouco furacões, até porque não é época deles. Chego em Antigua à noite, por via aérea. E depois no táxi me aproximo da baía de Falmouth Harbour, onde o Sherycam, um catamarã BV36 me espera. Desço uma montanha, e avisto a baía onde o barco está ancorado. Me espanto e comento com meu parceiro de viagem Anthony - Olha!!! Como Antigua é rica!!! Veja a quantidade de edifícios à beira mar!!!! ... Mais de perto, confiro: não são edifícios, nem hotéis luxuosos, nem qualquer construção em terra firme. São simplesmente os mastros dos megaiates iluminados que, de tão altos, trazem em toda sua extensão luzes brancas e, por fim, na extremidade uma luz vermelha de advertência à aviação, sim à aviação, igualmente como os prédios de uma cidade. O agradável espanto se transforma em fascinação quando aos poucos me aproximo da marina. A quantidade e variedade dos modelos de embarcações enchem os olhos de qualquer apaixonado por náutica. E ali, naquele momento, se encontravam os mais belos e maiores veleiros que já vira em minha vida. Admiro a qualidade dos equipamentos, o tamanho descomunal das embarcações, dos aparelhos de laborar. O brilho dos cascos que refletia nossa imagem como espelho. Os sinos dourados com inscrições, as escadas trabalhadas em madeira com limpa pés e cartão magnético de acesso. Os brasões estampados na ponta da retranca. Tudo é grandioso. Tudo é maiúsculo. Nada escapa à perfeição. A qualidade e esmero do trabalho humano não estão apenas na construção, mas também na conservação - horas e horas de cuidado das tripulações. Tudo parece pertencer a uma exposição, a um museu, ou a uma coleção de arte. São pessoas dedicadas exclusivamente às embarcações, que parecem princesas mimadas pelos seus serviçais. Tripulações de todo o mundo, várias línguas, vários sotaques. Digo sem medo Antigua é maravilhosa. Suas praias? Talvez sejam. Vi somente umas duas ou três. Não tive tempo, preferi ver os barcos. Hora de preparar o barco para viagem, ajustamos estais, verificamos a embarcação por inteiro e abastecemos de víveres: tudo pronto para sair de Antigua. Nos quinze dias anteriores verifiquei a direção e a intensidade dos ventos, o desenrolar de cada mau tempo que houve, e todas as condições possíveis para efetuar a escolha do melhor trajeto até o Brasil. Me informei também com os amigos do Maranhão que já fizeram a travessia até São Luis, Moacyr e Sergio Martins, a bordo do Physalia (Praia 30), e Sergio Marques que a fez no Morubixaba (Taaroa 900), este último, construtor do Sherycam (BV36) e meu mestre no aprendizado da vela nas minhas primeiras viagens como seu tripulante. Tudo preparado. Eu, Fernando Ronahak, e Anthony Boden, partimos de Antigua às 10:30 horas do dia 14 de março de 2012. O vento amanhece soprando de leste, após três dias soprando de nordeste direção que seria ideal para a nossa saída. Pensei... perdi a janela de tempo certa para a saída. Na vinda até Grenada o vento insistiu em toda a viagem soprar de leste, fazendo nossa média de velocidade cair consideravelmente, já que não possuíamos no barco nenhuma vela adequada para uma singradura em popa. E agora? Será que o barco vai se comportar bem o suficiente para vencer a corrente e ventos contrários? Saímos de Antigua e buscamos atingir uma distância de 170 milhas náuticas do través de Barbados, fato conseguido pelos outros barcos nas viagens anteriores. Entretanto, eu verificava, que pela posição atual dos ventos, que tal distância seria impossível de conseguir. Resolvo mudar minha estratégia. Como acompanhei as previsões, e recordando as últimas viagens que fiz de São Luis para o Caribe, verifiquei que mesmo que o vento predomine de leste, ao aproximar da América do Sul, perto da Guiana Francesa e do Amapá o mesmo geralmente ronda para nordeste. Então minha estratégia foi: vou "meter a mão" no barco até atingir a altura das guianas para depois aproveitar o vento nordeste. Assim o fiz. Passamos por Guadalupe tão perto que ficamos entre esta e a pequena ilha de Désirade. Depois descemos até o través de Barbados a apenas 50 milhas náuticas. Como pensava antes, agora tenho certeza que, é possível vir na vela de Barbados até São Luis. Não optei por uma orça fechada, pois queria que o barco rendesse o máximo possível para justamente abreviar o tempo da viagem, portanto até as Guianas a média era de 8 a 9 nós, em uma orça normal. O barco se comporta muito bem e a viagem transcorre sem nenhum problema. Chegamos próximo às Guianas; o vento ainda não rondou e eu me pergunto: será que terei que ir assim até o Suriname?! Rsrsrs. Mas a ousadia dá frutos. Ao aproximarmos do continente o vento começa a rondar de nordeste e, por muitas vezes, navegamos com as velas folgadas recebendo o vento pela alheta de bombordo. Posso então navegar diretamente para leste. Porém, mais uma vez, arrisco. Não vou para leste para ganhar altura, vou permanecer nessa singradura - quase que uma linha reta de Antigua até São Luis -, pois tenho certeza que o vento irá oscilar entre nordeste e leste. E assim fiz, e a rota se desenhava vagarosamente como uma linha reta entre a saída e o destino. Passamos a 78 milhas náuticas do Oiapoque, estamos no Brasil, mas bem longe de casa ainda. E ainda temos pela frente o Amazonas. Muitos acham que o Amazonas é um problema pela sua corrente contra. Não é verdade. Quando você chega ao Amazonas as águas empurram para o norte e o vento vem empurrando você para sudoeste, então a corrente é praticamente anulada e não oferece resistência alguma ao seu avanço. O perigo maior do Amazonas são os inúmeros barcos pesqueiros que estão até mais de 160 milhas da costa. Passamos por eles falando ao rádio e pedimos informações sobre a posição das redes. É muito bom falar ao rádio em português, também como é bom entender e ser entendido, se você já tentou falar com algum nativo no Caribe sabe o que estou falando. Chegamos a São Luis, não completamos treze dias de viagem. São três a menos que os outros. Usamos nosso motor no trajeto quando o vento caiu muito de intensidade, porém não gastamos 150 litros de óleo diesel, bem como o motor não foi usado para alterar nossa rota, mas apenas para não diminuir nossa velocidade. Portanto, a opção de vir do Caribe até São Luis apenas na vela é verdadeira, tranqüila, e segura. É claro que depois até o Cabo Calcanhar, Rio Grande do Norte, é outra aventura, mas também existe o jeitinho maranhense de ir, e é só esperar para saber como é.

Glauco Vaz


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BV 36 "Sherycam" em Salvador!


Em 27/04/12 por Sérgio Marques

Caros amigos Velejadores,

O catamarã BV36 de nome Sherycam, regressou do Caribe sob comando do capitão Glauco Vaz, é mais um catamarã a velejar na rota dita "contrária" do Caribe (Antigua) ao Brasil. Tudo transcorreu muito bem, atracaram em 26/03/12 no porto de São Luís - MA. Fizeram uma média diária entre 120 a 130 milhas e o percurso foi cumprido em menos de 13 dias.

O barco foi entregue no final de dezembro de 2011. Partiram direto para Grenada e agora estão indo para sua casa no litoral do Paraná. Hoje o BV36 "Sherycam" se encontra em Salvador, na marina do CENAB. Está a bordo o casal de proprietários, Fernando e Carmen.

Abraços,
Sérgio Marques


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BVs 36 mar afora


Em 30/01/12 por Bate Vento

Caros amigos Velejadores,

Seguindo a velejada e acompanhando as aventuras de nossos amigos e suas travessias recebemos notícias do Anakena e Sherycam.

O Eugênio nos conta que fundeou o Anakena na Ilha de Trindade sexta passada, 27 / 01 / 12, por volta das 11:15 tendo levado sete dias e uma hora de mar grosso, vento na cara e pequenas avarias numa velejada que rompia as forças contrárias e trespassava milhas lentamente.

Já na ilha, a recepção foi calorosa e um almoço com peixe na brasa e peixada foi servido. No próximo domingo outro almoço a base de peixes, só que dessa vez em uma praia próxima. De agenda cheia e compromissos inadiáveis da dura vida a bordo decidirão se vão a Martim Vaz na segunda-feira e se partem para a velejada de retorno na terça ou quarta.

A Carmem e a tripulação do Sherycam também tem que tomar decisões difíceis no mar do caribe. Como a de escolher o almoço entre um xerelete e uma cavala pescados durante um mergulho. Ou ainda estabelecer o possível roteiro para as próximas ilhas Union Island, Moreal e Tobago Cais, Bequia e Sant Lucia.

Grande abraço a todos vocês e parabéns pelas conquistas!


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BV 36 no caribe


Em 23/ 01/12 por Sérgio Marques

Caros amigos Velejadores,
O nosso skipper conterrâneo Glauco Vaz acaba de chegar com novidades do Caribe. Foi entregar o último BV36, Sherycam, em Grenada. Deixou São Luiz em 29/12 e fundeou em 06/01. Muito bem capitão!
Glauco deixou a tripulação do catamarã Sherycam, agora composta pela Família paranaense Carmen, Fernando e o filho Eros de 3 anos, mas não sem antes terem celebrado juntos a chegada de 2012 da melhor forma possível; velejando em alto mar.  
Eles se encontram hoje (23 / 01 / 12 ) em Carriacou, daí em diante  seguirão pelas ilhas de barlavento das Antilhas e provavelmente voltarão para o Brasil no contravento a partir de Antigua ou Barbados. Mas por enquanto são apenas planos de cruzeiristas, que estão querendo mesmo é gastar o tempo mergulhando e velejando no mar do caribe!
Muito em breve o nosso skipper terá mais serviço, aguardem.
Abraços.


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BV 36 em Trindade


Em 05/ 01/12 por Eugênio Lisboa Vilar de Melo Júnior - Capitão Amador

Prezados amigos,
No próximo dia 20/01/2012, sexta-feira, zarparemos no Veleiro Anakena com destino às Ilhas da Trindade e Martim Vaz. Trata-se da primeira expedição partindo de Maceió com destino a mais remota ilha brasileira no Atlântico Sul. É lá onde o Brasil começa. A distância que separa Maceió da Ilha da Trindade é de cerca de 750 milhas náuticas. A nossa previsão é de uma viagem tranqüila e que deve durar entre 4 a 6 dias para chegarmos ao nosso destino. A tripulação do Veleiro Anakena será composta por mim e mais 3 tripulantes, todos da Federação Alagoana de Vela e Motor - FAVM (Cláudio Vieira, Posidônio Tavares e Edgardo Esteban). Caso queiram acompanhar nossa viagem estamos disponibilizando o link para visualização do rastreio do meu SPOT. Informamos que, em face da cobertura da Globalstar, em alguns pontos da viagem a visualização do rastreio poderá não estar disponível, voltando algumas horas após. Isso acontece pela ocorrência de áreas com fraca cobertura de satélite. Basta seguir o link para checar minha localização atualizada: Veleiro Anakena às Ilhas da Trindade e Martim Vaz
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O Morubixaba na rota dos navios negreiros


Em 08/ 11/09 por Bate Vento

O livro relata a história de uma dedicação à vela e às embarcações como opção de vida, que se conclui com uma bela viagem de cruzeiro pelos mares do Caribe, realizada por um casal e dois amigos. Utilizando uma narrativa simples e dinâmica, na primeira pessoa, relata experiências da navegação oceânica incluindo a prática do uso e conceitos gerais dos multicascos e impressões locais; descreve alguns aspectos físicos, sociais, históricos das regiões visitadas e, sobretudo, da navegação, difundindo meios e rotas alternativas para viabilizar uma viagem num simples catamarã à vela. Além das dificuldades e dos prazeres vividos, o ponto que significativamente distingue essa experiência foi a rota de navegação escolhida, praticamente fora de uso nos dias atuais. Lançamento especial pelo site: 30,00 R$

"Tudo é aventura, e delírio, êxtase. Ler cada página desta viagem nos deixa com uma ancestral saudade do perigo. A brisa que sai das páginas e o cheiro de maresia desperta em nossa alma ímpetos de aventura. Esses marujos divinos Moby, Sérgio, Renato e Inô viveram as aventuras que nós não ousamos viver; essa a divina missão, missão que redime a alma e engrandece o espírito, se eternizando de boca em boca. Esse livro feito de um relato, nos leva com ele em sua aventura, por isso é bom ler e reler para, como personagem, entrarmos na história." - Jesus Santos - Artista Plástico e Jornalista

Sérgio Marques

Nasceu em São Luís do Maranhão em 1956. Teve as primeiras noções da vela praticando em bianas e em pequenos e rústicos multicascos. Participou de competições, foi um dos pioneiros amadores maranhenses a velejar além das fronteiras do estado, aprendeu o desenho e o corte das velas com Gustavo Ferrero, dedicou-se ao conhecimento da construção naval, implementando novas tecnologias. Conquistou, em 1992, o Selo de Excelência pela Bienal Brasileira de Design em Curitiba / PR.

A experiência no mar lhe brindou com saborosas vitórias em regatas nacionais, a comandar entregas de barcos no Caribe e em vários pontos da costa brasileira, a exportar vários de seus barcos produzidos no Maranhão e, sobretudo, lhe permitiu, junto com os seus, traçar sua navegação para onde bem entendesse, num barco de sua autoria.
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Way Points


Em 03/ 10/09 por Bate Vento


PERNAMBUCO:
  • PE – Iate Recife: S 08º 04.700' e W 034º 52.600' (VHF CANAL 16; 68 E 73)


PIAUÍ:
  • PI – Marina e porto Luís Correia: S 02º51.300' e W 041º38.800'


MARANHÃO:
  • MA – Barra de Tutoia: S 02°40.615' e W 42º17.143'

  • MA – Fundeio / navio soçobrado Tutóia: S 02º45.560' e W 042º15.660'

  • MA – Barra Rio Preguiças / Atins: S 02º 33.465' e W 042º46.431'

  • MA – Barra Ponta dos Veados: S 02º22.049' e W 043º28.704'

  • MA – Fundeio Ilha Curupu: S 02º26.836' e W 044º22.049'

  • MA – Iate São Luís: S 02º30.481' e W 044°19.436' (VHF CANAL 16)

  • MA – Fundeio Alcântara: S 02º25.019' e W 044º25.090'

  • MA – Fundeio ilha de Mangunça: S 01°39.456' e W 044º40.186'

  • MA – Fundeio Ilha dos Lençóis: S 01º21.510' e W 044º53.200'


RIO GRANDE DO NORTE:
  • RN – Barra Natal: S 05º 45.880' e W 035º 12.200' (VHF CANAL 16 e 68)

  • RN – Fundeio Caiçaras do Norte: S 05º 03.600' e W 036º03.100'

  • RN – Fundeio Galinhos: S 05º 05.700' e W 036º16.400'


CEARÁ:
  • CE – Marina Fortaleza: S 03º 42.250' e W 38º43.970'

  • CE – Fundeio Paracurú: S 03º 24.410' e W 039º02.010'

  • CE – Barra de Mundaú: S 03º09.978' e W 039º21.748'

  • CE – Barra de Camocim: S 02º49.926' e W040º50.981'

  • CE – Fundeio porto de Camocim: S 02º51.170' e W 040º50.510'


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